Hoje iniciam-se tributos a um herói ,talvez, desconhecido de muitos de nós:Bergson Gurjão Farias, um membro da Guerrilha do Araguia, principal movimento de resistência armada contra a Ditadura Militar durante a década de 70. Ele lutou e sacrificou-se em nome da liberdade e da igualdade.Nesse contexto de homenagem,o médico Luís Teixeira compôs ao guerrilheiro um maravilhoso poema, um hino válido até hoje, aos "Homens Raros" que tanto aguardamos, para enfrentar os males atuais.
Homens Raros
Quantos
fincaram uma cruz
nos túmulos dos seus destinos
antes de sentarem à mesa
do banquete do conhecimento?
Quantos
amargaram o sofrimento
do próprio suor
repleto das dores
que choravam pelos poros
dos seus corpos?
Quantos
fizeram das próprias vidas
insanidades transitórias
e gestos de grandezas permanentes?
Quantos
lamberam os corações sangrantes
nas lutas libertárias
enfrentando chumbo e solidão
para a construção de um mundo melhor?
Quantos
palmilharam as estrelas sinuosas
que ligam a tênue fronteira
entre a vida e a morte
para compreenderem o absurdo da vida?
Quantos
após chorarem seus mortos,
enrolaram suas bandeiras,
cessaram as batalhas,
esqueceram os ressentimentos
e mergulharam no grande mar
das metáforas perdoadas?
Quantos
caminharam descalços
pelos desertos
em busca de suas tórridas
verdades filosóficas e religiosas?
Quantos
não fraudaram a lei e a norma
em rasteiras surdinas e trapaças
em busca do enriquecimento ilícito?
Gritei essas perguntas
para as montanhas e planícies
e o eco me respondeu:
só os raros.
Descanse em paz,Bergson.
Fonte:tp://www.vermelho.org.br/coluna.php?id_coluna_texto=28&id_coluna=37
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
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Isso é lindooo!!!
ResponderExcluirSerá q somos os raros?!!
Espero que sim, boa vontade temos de sobra...
Beijos e boa noitee