domingo, 2 de agosto de 2009

Agronegócio produz fome!



Saudações amigos! Não vou buscar nenhuma frase de efeito para iniciar esse manifestação ,pois a imagem diz tudo. Em algum lugar de uma certa avenida encontrei esta mensagem pichada. Vocês podem imaginar que isso é um grande ato de vandalismo,concordo
em gênero,número e grau, principalmente aqueles rabiscos inúteis. Porém no caso, aquela pichação,
em meio a tanta besteira, ela exerce suaa função original :Denunciar um crime ainda mais grave.
O do agronegócio, da grande propriedade improdutiva, que concentra renda e poder.Cara, terra é pra plantar pra nos fornecer o alimento! Até hoje tem coronéis em sua monocultura predatória e atrasada, e que dará prejuízo no futuro. Nesse questão de terras não vou nem comentar o que andam fazendo na nossa amada Hiléia, mais conhecida como Amazônia. Para os céticos quanto a gravidade da questão deixo dados de um especialista em Geografia Agrária da USP:
Em 1996, o INCRA divulgou os dados sobre a distribuição da terra no Brasil, na publicação Estatísticas Cadastrais, a partir do recadastramento dos imóveis rurais realizado em 1992. A estrutura fundiária brasileira apresentava, então, dois milhões de minifúndios ocupando 26 milhões de hectares; 839 mil pequenas propriedades que detinham 51 milhões de hectares; 249 mil médias propriedades com uma área de 66 milhões de hectares; e por fim, 87 mil grandes propriedades que tinham se apropriado de 188 milhões de hectares, ou seja, 56,7% do total das terras cadastradas do país.[…..]
Em primeiro lugar, os dados sobre as terras produtivas mostravam que, em termos gerais para o Brasil, apenas 120 mil imóveis (grandes e médios) foram classificados como produtivos ocupando 76 milhões de hectares (25%) da área cadastrada. Isto quer dizer que do total de 310 milhões de hectares cadastrados no INCRA, apenas 25% estavam classificados como produtivos. Em segundo lugar, na outra ponta, estavam os imóveis improdutivos, também médios e grandes, apropriando-se de 50,6% da área cadastrada, ou seja, mais de 157 milhões de hectares de terras que não cumpriam a função social e deveriam ter sido destinadas à reforma agrária.[....]
Assim, o quadro recente da apropriação privada da terra no Brasil, mostra que menos de um terço é ocupada produtivamente, ou seja, cumpre a função social. A estes dados existentes no cadastro do INCRA, pode-se acrescentar aqueles sobre a área total ocupada pelas lavouras (temporárias e permanentes) na safra de 2005, apenas 65 milhões de hectares. Deste total, a soja ocupava 36% (23 milhões de hectares), a cana-de-açúcar 5,8 milhões (9%), café 2,3 milhões de hectares (3,5%), totalizando desta forma estes três produtos quase a metade da área ocupada.!
Fonte:http://www.radioagencianp.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=2335&Itemid=43

Coincidentemente a Soja é um dos nosso principais produtos de exportação,já dizem que vamos ser o celeiro do mundo. Tão furado esse celeiro que nem alimenta seus moradores, rende mais exporta pras “metrópoles”,assim é a mente do brasileiro:Planto uma coisa só, espero crescer, vendo do jeito que tá, ganho minha grana e sigo meu barco, se a terra secar, procuro outra, aliás meu país é enorme mesmo.... só desmatar um pouquinho. Emfim a questão da terra não é só problema para os
adeptos do MST, sabemos que não, pois nosso alimento vem de lá, e para os amigos capitalistas aviso que é oneroso,e dá muito mais lucro investir na policultura e no uso sustentável da terra.
Desculpa não ter posto o capítulo do Brado do Guerreiro, está em processo de revisão, aguardem.
Me critiquem,por favor.

3 comentários:

  1. Espadachim Conservador2 de agosto de 2009 às 23:21

    Discordo completamente deste ponto de vista. Suas idéias apenas querem desmoronar o sistema atual, que está perfeito.

    ResponderExcluir
  2. Se tu gosta de desiguldade social, de latifúndio,de corrupção e de aquecimento global, não sou eu que vou te convencer do contrário

    ResponderExcluir
  3. Arqueiro Conservador5 de agosto de 2009 às 19:01

    De forma alguma, esse seu modo de pensar é só uma rebeldia que nem devia ser levado a sério pelo nosso governo, que deve se manter. Claro que, como diz o velho Otto Glória, sem omelete ninguém faz ovos.

    ResponderExcluir