terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Capítulo VII:Confronto Final

Emfim, meus amigos que acompanharam a trajetória do Espachim Amaldiçoado, imaginem que até agora não consigo compor meu hino sua homenagem, isso devido a minha falta de talento como artista. Peço a vocês que leiam com carinho este emocionante e e decisivo capítulo. Pessoalmente é o meu capítulo favorito. Perdoem o sangue demasiado envolvido, mas não posso esconder o quanto isso fazia parte da realidade daquela remota época.

Eis a gloriosa manhã em que os cavalos cruzavam a estrada para Enuria, sua missão era derrubar o temível Senhor da Guerra Gojak. Pararam, diante dos portões,não havia guardas,talvez com o sentido de causar falsa impressão de facilidade. Teriam que arrombar aquele pesado portão de pedra,se não fosse a repentina movimentação percebida pelos espadachins. Tropeiro comenta:-Olhem o portão está abrindo. Rinoceronte e Bravo puxam suas armas, aguardando um ataque. Riward logo identifica civis da cidade, eles que abriram a porta e um deles fala:-Bem vindos Espadachins!Nessa luta, terão nossa torcida e integral apoio. Em seguida o povo, armado com vassouras, pedaços de pau, facas, machados, foices, arados, martelos cantava:”Ena!Ena! Quero ver Gojak apanhar na Arena! Acompanhando a sonoridade, com a percussão dos cascos dos cavalos, os heróis cruzam os portões e chegam ao meio da cidade. Rinoceronte, com seu martelo batia as casa e grita:-Justiça e Terra! Abaixo Gojak! Touro bravo exibia a alabarda erguida todos, Aguia comenta:-Eles confiam na gente,somos a esperança deles. Riward então responde:-Por isso, lutemos até o fim! Valorus grita a todos:-Pela paz em Enuria, destruamos o Tirano!
Derek também, junto com os agricultores manifestaram seu repúdio ao governante ou cantando a música da arena ou simplesmente gritando “Justiça e Terra”

O entusiasmo de todos era máximo daquele momento, cruzavam as ruas com as armas erguidas, sem hesitação marchavam ao castelo, onde a primeira resistência se organizava.
A vitória era certa e rápida, como se não bastasse a colossal alabarda de Touro Bravo, as letais cimitarras de Águia Tropeiro, os trovejantes martelos de Rinoceronte Negro,o giro do mangual de Valorus, os contundentes golpes de foice de Derek e a temível espada do Cavaleiro da Esperaça (Como foi chamado pelas crianças no caminho) o povo, e muitos soldados dissidentes, pesaram como grande reforço naquele embate. Todas as classes sociais se mobilizavam: os camponeses pela exploração da terra, os trabalhadores urbanos pelos baixos salários, os religiosos pelo roubo dos bens da Ordem, para os comerciantes os pesados impostos e os prejuízos causados pelo incêndio, e os militares devido aos atos de covardia e à premiação de Treom. Até mesmo bandidos e gladiadores queriam vingar sua humilhante condição. Não podia esquecer de ressaltar a importância das lutas de gladiadores para que conquistassem o carisma da população, todos que torciam na arena por seus lutadores favoritos, dariam tudo de si para ajudar a derrubar aquele injusto governo.

Com a vitória, rugidos de guerra ecoavam por toda Enuria, mas nenhum foi tão impactante como um deles. Os Espadachins, em frente aos portões do castelo aguardavam a aparição do tirano, para um combate direto. O Rinoceronte, o mais inflamado, grita:-Gojak onde está? Mostre tua cara!
Do alto da Torre uma janela se abre,eis o déspota, Gojak que declara:-Apartir de agora vigora a Lei Marcial: todos os homens estão ordenados a matar qualquer rebelde na rua,fazem, isso porque lhes dei a fama, acham que podem me peitar,principalmente tu ,Riward, que se disse meu eterno inimigo, agora vai pagar. Os Militares, em peso abandonavam o castelo, em direção à rebelião, sem se intimidar ,Riward ergue a cabeça, aponta a espada para Gojak e brada tão fortemente,com tanta convicção ,mas tão fortemente que até de fora Enuiria ouvia-se:- JUSTIÇA E TERRA!!!




Sua voz ecoava por todas as direções, enquanto uma imensa carga de cavalaria pesada corria em sua direção, homens bem treinados,com armaduras brilhantes, cavalos de raça, imensas lanças e tridentes. Riward corta homem e animal, com um só golpe da sua poderosa espada e desafia Gojak
-Nenhuma cavalaria é mais pesada que aço em meu punho! Com os ânimos inflamados, Espada-chins, gladiadores, dissidentes e camponeses, unidos sob a mesma bandeira vermelha da liberdade
resistiam às violentas cargas de cavalaria, que começava a ganhar espaço pelos lados, priorizando matar os camponeses desarmados e despreparados, na tentativa de impor medo. Mesmo com a rigidez de suas couraças e a força de suas lanças, os civis não paravam de batê-los, com armas que tinham, Derek incentivava todo a não pararem de atacar. Touro Bravo, com sua longa Alabarda, derrubava os cavalos tentando impedir a chegada deles aos apoiadores, insultando seus inimigos:-Têm medo irem pra cima de nós? Que vergonha! Os próximos da fila, com o ego tocado partiram para cima dos espadachins, davam preferência ao “franzino” Águia Tropeiro,que com seus movimentos sagazes, encontrava brechas e derrotava os Cavaleiros desavisados. A carga continuava avançando sobre o bloco rebelde, até que um regimento de arqueiros,lançados suas saraivadas de flechas sobre o campo. Mortos caiam por todos os lados, o plano era limpar a área, sem o menor apreço pelos cavalarianos, essa era a lógica de Gojak: vencer com o custo que fosse. No entanto, mais de seus cavaleiros morreram, do que dos invasores. No meio do tumulto, Rinoceronte negro fora alvejado nas costas e nos ombros,por sua vez ele puxa as flechas com a mão mesmo, ergue o pesado martelo e joga em direção ao crânio de um arqueiro, gritando:-Não percam a raça!Vamos resistir até Vencer!

O manifesto de Rinoceronte renovou as forças, assim, em bloco firme e rígido eles correram para frente, aniquilando, rapidamente os desprotegidos arqueiros. Estavam praticamente com um pé dentro do castelo, quando, são surpreendidos, pela retaguarda, por reforços, que atacavam aqueles da linha de trás, as mulheres, os mais velhos... Riward, pressentindo o perigo ordena:-Espadachins, recuar, protejamos a retaguarda! Gojak, ordena a saída de mais reforços de dentro do castelo:O plano era cercar seus inimigos, entre duas linhas, ou lutariam ou venceriam, ou morreriam esmagados. Ao passo que a luta seguia, corpos se acumulavam no chão,chegavam a formam montes,ninguém de lado algum, imaginava a insanidade daquele conflito. Depois de mais algumas horas de carnificina, acompanhado de mais uma carga de cavalaria, Gojak, em pessoa, vestindo sua graciosa armadura de guerra, e brandindo seu temido florete, sai para definitivamente,
lutar pessoalmente. Gojak gargalha e grita:-Os Peões já caíram, mas agora terão de se entender com o Rei! Riward observa seu eterno inimigo,seu sangue fervia,imagina a estratégia suja do xadrez de Gojak.
Aquele rei atravessava o tabuleiro com rapidez e já comia a primeira peça: O Senhor da Guerra atinge uma estocada em cheio, no desprevenido Touro Bravo, que tombava naquele instante,ainda com vida, mas sua vida se esvai , sob os cascos do cavalo inimigo. Todos ficam chocados, com a morte do companheiro espadachim Riward cerra os dentes, enrijece os músculos, monta o primeiro cavalo que vê, mas com seu furor vingativo, baixa a guarda e é crivado por algumas flechas, que matam o cavalo, e o ferem profundamente, inspirado pela vontade de aço do Rinoceronte continua, dessa vez com um alvo específico, Gojak que tanto mal lhe causou. A ele e a todas redondezas de Enuria. Derrotar Gojak significava não só a libertação daquele povo. Um povo que se juntou ao Guerreiro, como suserano e aliado, que morria naquela guerra profana. Gojak sabia como irritar Riward, passava degolando civis e patrulhado por cavaleiros blindados.
Valorus coordenava uma investida de cavalaria contra Gojak ,queria fechá-lo pelos flancos, mas seus companheiros eram facilmente derrotados pela guarda de Elite do Senhor da Guerra, num momento ficou de frente para o inimigo, girou o mangual, quebraria o capacete de Gojak e o mataria com os frangalhos,bradando:-Morra seu tirano! Vai pagar por tantos crimes! Antes que pudesse acertar o inimigo fora cercado por dois cavaleiros blindados que lhe acertaram um tridente em cada flanco em um último momento de bravura atinge um deles deles, quebrando seu crânio e aplica outro golpe derrubando o outro, pela retaguarda é atingido na nuca pelo florete de Gojak que chinga:- Morra traidor idiota! Como é infantil, toda a sua vida, foi manipulado! Valorus falesce, com a mente limpa de seu dever cumprido.

Riward tentava incessantemente alcançar aquele velhaco a cavalo, em seus largos passos humanos
de um corpo fadigado. Mas era assediado pelas milícias ao seu redor, que mal se aproximavam e eram mutiladas ao fio da espada, Riward naõ encontrava barreiras que não pudesse transpor, quando o cerco fechara para ele, ergueu a espada e desafiou todos à sua frente, porém por um lado, uma cabeça estourava, e do outro, lâminas mutilavam o militar. Rinoceronte Negro e Águia Tropeiro corriam lado a lado do valente espadachim. Tropeiro confortava com suas palavras:-Não esquece que estamos contigo meu líder. Rinoceronte, com sua alta moral, impulsiona os companheiros:-Vamos lá, Riward, tem de matar Gojak, por todos nós, eu te dou cobertura! Os três
Espadachins remanescentes se chocam com a guarda pessoal de Gojak, com doze homens:os cavaleiros de elite. Não pararam para pensar, saíram atacando. Riward estoca o primeiro no peito em cheio. Tropeiro desvia do ataque de um dos inimigos e em movimento de tesoura, com as duas cimitarras, degola o cavaleiro. Rinoceronte investe com o corpo, derrubando um cavaleiro do cavalo, depois martela seu rosto, outros dois tentaram cercá-lo, mas tiveram suas couraças estilhaçadas pelos martelos,sendo cortados pelo aço que os guarnecia. Em seguida, quatro cavaleiros cercam Derek mutila um, Tropeiro eviscera o outro, os outros dois estavam chegando perigosamente pela retaguarda, porém, pelo meio do tórax de um surgiu uma Alabarda familiar, a de Touro Bravo, e cruzando a jugular do outro, uma espada fina e longa, casualmente igual a de Agromir. Águia observa admirado:-Só pode ser um milagre! Quando os dois capangas caíram, o milagre se revelara diante dos olhos deles, o inesperado havia acontecido, o momento mais emocionante daquela sangrenta manhã:Milagrosamente foram salvos pelar armas dos companheiros, mas na verdade nem um ressuscitou, nem outro se recuperou. As armas eram brandidas por companheiras: Sazania, por amor, renunciou a sua habitual vida pacífica para salvar seu herói, com a espada de Agromir. Do outro lado, Madelia, generosa mãe, com a alabarda de Touro, outro filho de consideração, se mobilizou para salvar seus garotos vivos. Sazania diz:Vença logo, para podermos voltar pra casa. Aquele emocionante momento irradiava no sorriso de Riward, ao ver mãe e amante ao seu lado, mas temia por sua segurança.
Enquanto isso, apesar das muitas baixas os civis seguiram lutando contra aqueles cavaleiros blindados, com as armas que tinham a disposição, aquele governo não servia mais para ninguém. Digo mais, que entre tantos civis anônimos, até um jovem artista amotinou-se. Este jovem portava um arco, que assim como sua alaúde, possuía cordas, e graças ao tencionar daquela corda, em especial, fiz, muitos anos atrás, meu breve solo naquela orquestra épica.
O temor de Riward tinha fundamento, que no calor do momento, as mulheres baixam a guarda, para um tridente que chegava em direção à cabeça de Sazania, com toda a velocidade. A tensão tomava o ar. Eu presenciei o pranto da menina, pela morte do paia, na qual fui pago para tocar em sua abertura. Não sabia a relação dela com o Espadachim amaldiçoado, mas decidi salvá-la, ergui o arco, tencionei a flecha no cordão, e disparei. Odeio guerra, sou franzino, por isso nunca gostei de armas brancas, e sempre tive péssima mira, mas aquela seta foi certeira, no pescoço do covarde cavaleiro que ousaria matar tão delicada moça. Não só por estar lutando pela libertação de Enuria, que nem sequer era minha cidade,mas atirei aquela flecha, porque se ela fosse morta, perderia a magia aquele último ato daquela memorável obra prima da dramaturgia das circunstâncias reais.

Nenhum deles até agora sabia da onde vinha a flecha, mas Riward sorriu e ergueu o punho para o arqueiro que vira,era a maneira que podia agradecer no calor da batalha. Riward, emfim , não encontrava mais obstáculos para derrotar seu opositor, só dois cavaleiros que pouca diferença fariam, um chegava pela esquerda, outro pela direita. Riward saltou, girou o corpo e movimentou a espada circularmente, degolando ambos.

Finalmente depois de tantas quedas, não havia nenhum obstáculo entre Riward e Gojak. Ambos se fitam, como se seus olhos fossem canhões que detonariam seu alvo. Um estava a pé, ferido, exausto e estressado; o outro estava descansado, montado,intocado e tranquilo. Todavia, o
menos favorecido desafia o soberano:-Já não acha que já morreu gente suficiente, o que mais quer provar? Vamos acabar com isso só eu e tu, em uma luta justa, até a morte. Gojak ridiculariza:-Seu fraco, sabe que não pode com meu implacável exército, eu mesmo vou levar comigo seu coração maldito, coração de bandido, espetado em meu florete. Gojak, empina o cavalo, projetando uma estocada no líder inimigo vociferando:-Morra, seu patife. Riward desviado golpe frontal, e se posta ao flanco do cavalo, em seguida segura pela capa Gojak e com um puxão só, retira o inimigo do lombo do cavalo, que cai ao chão, dizendo:-Eu disse uma luta justa! Vai lutar comigo mano a mano
a pé e machucado como eu. Gojak levanta, limpa a poeira, ergue o florete,em posição de esgrima, e retruca:-Como pôde ser tão petulante contra um nobre. Riward replica:-Um nobre se esconde atrás do suor alheio, das lágrimas alheias e principalmente do sangue alheio! Gojak treplica:-Pois eu sou o senhor de todas essas terras e não é tu seu camponês que vai me dizer o que fazer! As espadas se chocam, um espetáculo de faíscas se manifesta entre eles e admirado pelas testemunhas de ambos os lados, que largaram as armas, para presenciar aquele fato que decidiria o fim da guerra civil. O florete de Gojak, era fino e flexível, porém muito afiado, quando Riward apartava os golpes, impulsionava a lâmina, podendo facilmente atacar denovo, e nessas brechas Riward é atingido na altura do umbigo, o sangue escorre em jatos. A dor forte não inibe Riward que continua se impondo na luta, mas recebe uma estocada entre as costelas, por sorte, não atinge nhum ponto vital. Gojak gargalha e balança a ponta da arma em frente ao adversário:-Acho que já temos um vencedor, nunca vai conseguir escapar, eu sempre penetro com tudo, não é Sazania ? olha o que perdeu. Esse foi um grande erro,falou a coisa errada na pior hora, Riward não admitia qualquer comentário sobre sua amada, saído da boca de Gojak. Riward faz um amplo corte verticam com sua pesada e destrutiva espada, e acaba amputando o braço esquerdo do canalha. Gojak,inconformado com a perda do membro, seus olhos avermelham-se tal como sangue que se esvaía e ameaçou:-Vai me pagar muleque! E com um impulso aplica uma estocada com o florete, em direção ao olho de Riward, que reage rapido,ao invés de ficar caolho, apenas sofre um leve corte na sobrancelha. Riward tenta mais um de seus golpes amplos que tantos inimigos derrotou, mas Gojak assumiu uma tática mais defensiva, pois esperava acertar Riward enquanto erguia a espada. Assim se sucederam mais alguns minutos de espadas friccionando e faíscas por todos lados. Riward aplica um corte vertical, quebrando a ombreira direita do inimigo e um lateral, acaba ferindo, profundamente a coxa direita de Gojak, com a brecha aberta, acerta mais uma estocada em Riward, dessa vez, atinge o ombro esquerdo. O golpe dessa fez foi forte e doloroso, ainda mais pela pequena área do corte,e a profundidade que chegava, se não fossem os grades músculos de Riward,o florete teria atravessado até o outro lado.


Ambos estavam em uma situação extrema, Riward, com o ombro ferido, poderia ter dificuldades ao brandir a espada, precisava vencer com um golpe único e eficiente, mesmo que morresse junto. Gojak, estava ferido fisicamente, e com o orgulho ferido de perder o braço para um “guerreiro qualquer”, mas ainda esperava inibir Riward pelo psicológico:-Não sei o que pensas seu maluco, mesmo que me mate nunca vai poder viver seu mundo de fantasia, as pessoas são más e o sucesso é para os mais espertos, fracos como tu e Valorus, devem ser eliminados! Gojak prepara mais uma desesperada estocada, que novamente é bloqueada pelo incansável Riward que sussurra:-Sei que sabe o peso da sua culpa e o castigo que está para receber, por todo esse abuso. Gojak vocifera impaciente ao rapaz:-Chega seu fraco! Só mesmo um fraco, para se importar com a pobreza alheia, uma mente fraca, sem ambição nenhuma,não vai chegar a lugar algum. Riward, também completamente saturado de raiva responde:-Posso não ter ambição, pois o que realmente me importa está aqui comigo sempre e ninguém vai me tirar. Gojak ameaça:-Eu vou tirar sua vida miserável, seu bandido! Tenta agredir denovo e é bloqueado. Ruward depois de bloquear ele brada: SOU UM GUERREIRO, ENTRETANTO,NÃO TENHO SENHOR, APRENDI A SER MEU PRÓPRIO SENHOR, MAS DEVIDO A CIRCUNST?NCIAS, JUREI LEALDADE AO POVO!

Enquanto termina a frase Riward ergue a espada em direção ao Sol e contraindo todos os seus músculos, respirando fundo em um salto fenomenal, sem pensar em mais nada, desce a espada, jogando todo seu fio e seu peso, sobre a cabeça de Gojak! A espada atingiu o crânio como um martelo, o martelo do juízo final decretado para aquele criminoso, culpado por desde furtos e fraudes financeiras e documentais, até formação de quadrilha, assassinato por encomenda, latrocínio,corrupção,tirania e crimes de guerra. A lâmina descia seu corpo, que aos poucos se dividia em dois, nas suas sempre usada e abusadas duas caras,até ser enterrada onde seria seu coração, mesmo não havendo sinal algum de tal. Ao final de tudo aquilo, o sol se punha. Todos os espadachins erguiam espadas, comemorando a vitória conquistada por todos e para todos o povo festeja,os militares se rendiam. Riward, exausto cai de joelhos no chão, mas é acolhido pelos braços de Sazania que diz em seus ouvidos:-Parabéns meu herói, venceu, agora vamos para casa, juntos.

Esta foi a gloriosa trajetória do amaldiçoado menino do campo, sem perspectiva que descobriu, com o tempo, a crueldade do mundo exterior, e a superou, com seus atos grandiosos em combate,sem esquecer do mérito não só de seus companheiros de batalha, mas de três pessoas em especial: Agromir, que salvou sua vida e treinou seu corpo e sua espada. Eoriel que lhe acolheu, treinou sua mente e se sacrificou para que pudesse chegar aonde chegou.Por último, não menos importante, Sazania,que além de tê-lo ajudado a treinar a mente, treinou seu coração, entregou-se como sua amante e se tornou sua maior motivação. Meus amigos, agradeço a paciência de terem lido até aqui,espero que lhes tenha agradado minha história. Se me permitem ou caso tenham curiosidade, contarei o fim que levou cada personagem após aquela derradeira batalha.

Agromir,O Macho Alfa, ao anoitecer estava sarado da flecha .Se aposenta como líder da manada, , mantinha-se como conselheiro e contribuía com seu conhecimento empírico nos momentos oportunos, com a companhia de seu eterno amor,Madelia e Ao final daquela batalha , Riward passou algumas semanas de cama,sob os cuidados de Sazania, depois de curado, pede a professora em casamento, ela, sem dúvida alguma aceita. Daqui em diante o casal passou a viver dias humildes e bucólicos na sua pequena choupana, até que Riward assumisse a Comunidade de Enuria aceitando a petição popular, se prontificou para o cargo, pois dali poderia recriam uma nova comunidade unida e em harmonia, que tanto seu mestre idealizara e tinha o apoio de Rinoceronte Negro e Águia Tropeiro , os novos Generais de Enuria, que nesse tempos de paz se dedicaram ao treinamento de jovens, nas doutrinas dos Espadachins . Derek se tornou um dos membros mais ativos na comunidade tanto na sua experiência rural e militar como nos seus domínios cognitivos, talento viabilizado pelo trabalho de alfabetização de Sazania. Assim se perpetuou o lema “Justiça e Terra”.

Já eu, eu já fiz minha parte nisso, nesses anos todos segui viajando com minhas músicas e minhas prosas, já estou velho,nunca mais ouvi sobre o “Espadachim Amaldiçoado”, e toda vez que repito isso ,não sei porque, sinto vontade de chorar, é difícil recriar toda aquele enredo sem levar um pouco de mim. Creio que é aquela maldita falta de inspiração poética... Epa! Espere um pouco, vou pegar um pergaminho e registrar a inspiração chegou, depois de muitas décadas...

Um comentário:

  1. Dá-lhe Madelia e Sazania!

    Parabéns Guerreiro. Espero que continues escrevendo. Sempre terás alguém à espera de mais uma obra tua.

    Abraço.

    ResponderExcluir