Riward, levado pela influência etílica e hormonal, abandona a razão e comete uma loucura:Matou-sem piedade- uma das autoridades mais influentes de Enuria, para
satisfazer seu instinto de macho protetor. Sazania observava a cena com pavor. Não pela sangrenta morte de Torcor, mas pelos olhos de Riward,pois não eram mais de um homem digno
e letrado,pareciam mais de um assassino sem futuro. Riward ao fitar as esmeraldas dos olhos dela,
retoma,gradualmente, a razão. O espadachim abraça-a e indaga:-Não tenha medo. Está bem?Ele te machucou? Sazania acolhe o abraço de seu salvador e responde:-Ele só rasgou minha roupa, vamos embora daqui por favor. Riward rasga um pedaço da capa e oferece à moça para cobrir o peito, pelo menos por enquanto. Os dois deixam o Templo, de mãos dadas,Sazania havia deixado um cavalo na frente do templo,Riward desamarra-o e os dois o montam.
Enquanto cavalgam na noite,O Espadachim não havia esquecido que estava sendo procurado por guardas, evitava combates, para não expor a jovem ruiva. A guarda de Enuria, mais intensamente o seguia, pensando que havia sequestrado a donzela. Passaram a persegui-lo a cavalo, Riward, sentindo que seria alcançado, sacou a espada, com uma mão, conduzia o cavalo e segurava Sazania, com a outra, golpeava seus perseguidores,que vinham de todos os lados. Riward, sem opção pergunta se ela pode cavalgar até em casa; ela, afirma com a cabeça,Riward desce bruscamente do cavalo e , como estava em uma rua estreita, só havia espaço para um homem passar de cada vez, assim poderia ganhar tempo com os guardas.
O guerreiro livre e sozinho aplicava violentíssimos golpes amplos desarmando, desmembrando e eviscerando seus perseguidores. Ele não tinha nada contra nenhum deles, fez tudo em legítima defesa,precisava matar para continuar vivo. Assim, em menos de duas horas, matou um destacamento inteiro, com mais de sessenta homens. Com a espada totalmente vermelha com o sangue alheio corre de volta para a casa de Eoriel .
Quando chega é recebido pelo velho comerciante, no meio da sala. O hóspede não entende a reação de seu tutor e pergunta o que sucede, o velho comerciante grita:-Idiota!Como pode correr um risco tão grande?Vai ser perseguido até o fim de seus dias... mas não posso te insultar, porque salvou minha riqueza mais preciosa-minha filha querida. Já arrumei a carruagem, fugiremos da cidade amanhã. Riward protesta:-Não...espera... eu preciso sal... O ancião interrompe:-O que pensa em fazer depois de morto?Riward vocifera:-Eu já morri, morri oito anos atrás, sou uma Maldição. Se querem fugir, contem com minha ajuda, mas eu não saio da cidade, sem libertar minha Comunidade.
A decisão do Espadachim era definitiva, Eoriel, com algumas semanas de convivência percebe. Logo após Riward pergunta:-Como está Sazania? O pai dedicado responde:-Está dormindo como um bebê,estava muito cansada,a única coisa que disse que fora salva por um príncipe encantado. Riward sorri aliviado. Eoriel conclui, com suas palavras:-Tão encantado que nem ,sequer, se aproveitou do seio exposto dela. Riward argumenta:-Sabe que isso não é do meu feitio.... O comerciante ri e pronuncia:-Meu filho,em poucas semanas aprendeu várias palavras novas, me lembro quando a procurou no dicionário. És o filho homem que nunca tive, já que vai ficar por aqui, vou te deixar um presente,além do meu apoio na sua missão final:Todos os meus livros e quadros, te pertencem, toda minha coleção, é um homem culto e de bom gosto, merece, depois de tanto tempo de sofrimento uma recompensa, a ideia foi da Sazania, desde o dia em que aprendeu a ler,na frente dela. Riward então indaga:-Para onde pretendem fugir? Eoriel explica:-Uma choupana que tenho do lado de fora da cidade, bem humilde, no caminho da estrada para o porto, bem segura, partiremos de carruagem pela madrugada, só espero ela acordar. Riward então solicita:-Pode levar na carruagem os livros? Temo que a casa seja atacada ou queimada. Eoriel aceita com cabeça e completa:-A princípio levaríamos só alguns mantimentos e poucas mudas de roupas, mas não negaria seu pedido e aprecio sua preocupação com o meu acervo, vou colocar o que couber, só creio que precisaremos de mais um cavalo. Riward sorri e garante:-Podem usar o meu. Até amanhã de madrugada alcanço vocês.
Um pouco ante do amanhecer Sazania desperta, tomam café da manhã, Riward despede-se do mestre Eoriel, que tanto lhe foi receptivo, despede-se de seu cavalo que pertencia a Treom e o acompanha desde o dia que foi salvo por Agromir,por fim, despede-se da sua amada Sazania,e recria a cena daquele romance, prometendo:-Eu vou voltar, eu prometo, pois longe de você sou uma espada sem fio”.Sazania beija o rosto de Riward e sussurra em seu ouvido:-Contigo aprendi a acreditar nos sonhos,acho bom que volte inteiro. A carruagem partiu lotada, rumo à estrada horizonte a fora,enquanto isso Riwards passaria o dia na casa grande, relaxando, meditando, alongando, praticando exercícios musculares e movimentos de espada.
Com o amanhecer, Gojak,crente que seria o glorioso dia do seu casamento, visita o Templo e
se depara com o sacerdote morto,jogado ao chão ,como um saco de lixo, com um imenso buraco na região do diafragma, sua mandíbula completamente deslocada,uma adaga na mão ,e o chão coberto de sangue. A princípio ponderou suicídio, mas percebe pelo tamanho em largura e em profundidade do ferimento, que não se tratava de uma adaga. Sentia arrepios,pensava que era o mal agouro. Retirou-se do templo, sem dizer nada a seus guardas,montou em seu cavalo negro e fizeram o trajeto de volta ao castelo até se depararem com uma rua estreita, cheia de cadáveres de soldados da guarda de Enuria, O Senhor de Terras examina os cortes e ferimentos,as estocadas,particularmente se assemelhavam à do religioso morto. Pouco a pouco, Gojak liga as peças: Então ,era verdade a maldição, essa maldição brandia espadas. Concomitantemente, o chefe da guarda,Treom passa pela rua e curva-se ao Lorde. Gojak questiona:-Sabe qual era a missão desses homens de ontem? Treom examina os homens mortos e lembra-se do relatório que um destacamento fora convocado para conter uma briga no bar, nas proximidades. O Lorde não consegue conceber o porque de mandar, sem sucesso, mais de sessenta homens, para um briga de bar, e como o briga chegou ao Templo. Gojak ordena o fechamento de todos os portões e luto pela morte de Torcor, que a tantos anos,consolava o povo. Também ordenou a Treom que fosse ao bar “procurar informações”.
Treom,imediatamente, acompanhado de dois de seus homens,semelhante a maneira que perseguia Riward quando pequeno, dirige-se à taverna. Treom, despojado pede ao taverneiro:-Bom
dia, pode ver três copos de chop!Por conta da casa! O balconista serve as canecas,os três militares pegam seus copos, Treom interroga:-Eu e meus amigos aqui queremos saber o que exatamente aconteceu ontem a noite para que o senhor recorresse a nós? O taverneiro explica:-Um bando de vadios que compram fiado estavam discutindo com um forasteiro, vestido com uma capa, daí se pegaram,aos socos,o forasteiro era muito bom de briga. Chamei a guarda,mas ele fugiu pela janela. Pelo menos jogou um punhado de moedas, pagando por sua cerveja. Treom e seus subordinados gargalham,ele ameaça:-Não está entendendo, estamos falando sério, um forasteiro,vestido de capa bateu em todo mundo,e fugiu sem esquecer de pagar a conta.... o taverneiro argumenta;-Sim, foi o que eu vi. Treom então, pega a mão do comerciante, coloca-a sobre a mesa e começa a puxar, levemente o dedo anelar para cima, causando aguda dor. Treom encontra a testa no rosto do taverneiro e prossegue:-Ontem à noite morreram sessenta militares o Sacerdote Torcor, todos com ferimentos de lâminas, e vai me dizer que um forasteiro desarmado foi a causa de todo aquele estrago? O balconista chocado com a notícia, não consegue articular frase, e tem seu dedo quebrado, urra de dor, em seguida, um dos capangas de Treom coloca a mão em sua boça, calandoo grito de tortura.Treom retoma o interrogatório desta vez torcendo outros dedos, um a um, enquanto o taverneiro não dava nenhuma resposta útil para o militar, até que ele pergunta:-Qual foia causa da briga? O taverneiro então relembra:-Ele estava contra o governo, tinha propostas de que a terra fosse coletiva e que governo colaborasse com os mais pobres. Treom, torce-lhe mais um dedo e aplica-lhe um tapa no rosto:-Por onde esse meliante fugiu? O taverneiro,então aponta para a janela da qual ele pulou para fugir, Treom e seus dois capangas se retiram, fazendo um gesto de dedo indicador em frente à boca,impondo silêncio sobre a visita.
Treom, junto com seus homens passa novamente pela rua do massacre dos militares, coincidentemente encontram um vagabundo , completamente enfaixado, com sinais de briga, se dirigindo à taverna pois queria beber. Treom já percebera que ele fora uma das vítimas do “forasteiro” interroga-o em plena rua:-Quem te bateu? O bêbado responde:- Ããã, um homem grande e forte, meio doido ãaã...Treom, impaciente aplica tapas no indigente, que tenta prosseguir:-Ããããa
ele. Usava uma capa.. tinha cabelo comprido e usava uma espada nas costas... Treom, apesar de não
contar com grande intelecto,percebe que o forasteiro derrotou os guardas, com sua espada. Treom então interroga:-Viu essa forasteiro com alguém? O bêbado, que parecia mais adormecer em pé replica:-Vi, bem denoitezinha, ele andando a cavalo com uma ruiva, com os homis seguindo ele. Treom logo identifica que tem alguma ligação com Sazania, então resolve comunicar a seu patrão. Antes de ir embora, crava uma adaga no queixo do bêbado,debaixo parta cima, e o joga entre os mortos da noite anterior, para que não “desse com a língua nos dentes”.
Já no castelo, ele relata tudo que soube, do único representante conhecido daquela célula de rebelião,e de sua ligação com Sazania. Gojak então chega a um suspeito: todas as descrições indicam um homem alto, forte, cabelos longos e uma capa. Era o aprendiz de Eoriel. A identidade
de Riward fora desmascarada,rapidamente o Senhor de Terras deduz o porque da morte de Torcor
e do sumiço da família do comerciante. O que não conseguia acreditar que a “Praga” se tratava de um único guerreiro. Como a cidade estava sitiada, não teve pressa de ordenar a uma busca à residência de Eoriel, como foi declarado luto, dedicaram o dia às cerimônias fúnebres dos soldados,e,em especial, do Sacerdote Torcor .Gojak discursou sobre a santidade do homem, que a anos servia à Enuria, fora tão brutalmente assassinado, e ressaltou a previsão do mal presságio. O clérigo deixava o mundo lembrado como um visionário, nunca como o devasso que sempre foi. Devido à importância da morte de Torcor, pouco lembrou-se dos sessenta soldados mortos em combate. Eis os valores dos poderosos.
Riward, não saiu de casa,nem se pudesse o faria. Não havia mais nada de interessante naquela cidade, mas sabia que não estaria seguro, em território inimigo, por conseguinte, ou libertaria os prisioneiros e fugiria em paz, ou morreria na tentativa. Nesse momento, ele treinava com a arma mais poderosa que havia caído em suas mãos:Livros,muitos deles, com atenção especial para uma obra de ciência política”A Arte da Guerrilha”,uma de retórica”Como impressinar um público”,e outra de profunda reflexão psicológica”Sou Invencível” . A guarda fora reforçada na cidade,aguardavam alguma ação da “Maldição”.Tamanho o terror associado à imagem do guerreiro
que muitos dos soldados prefeririam vigiarem a noite inteira os portões,no relento, a ficarem dentro da cidade.
Já era meia-noite,nenhum sinal de invasor. Os mais despreparados baixavam a guarda, estavam distribuídos por vários pontos estratégicos:o Castelo, o Templo,os quarteís militares, a Feira e em menor quantidade, a cadeia. Riward, propositalmente, saíra mais tarde,munido apenas de algumas facas de cozinha,uma corda e seu inseparável espadão. Contrapondo o padrão heroico cavalheiresco,de seu próprio gosto,caminhava pelas sombras, pela ruas mais obscuras,como um predador à espreita, Dificilmente era percebido. Depois de um complexo trajeto, nas ruas estreitas,subindo telhados, fazendo falsas rotas, no intuito de confundir seus perseguidores. Certa feita ele se depara com um beco sem saída onde é cercado por dois soldados, brandindo machados, ele corre em direção a eles e os subjuga com sua espada, porém pela retaguarda chegava um arqueiro. Antes que a flecha fosse tencionada, O Amaldiçoado atinge uma adaga no pescoço do adversário,Riward aproveita a a oportunidade de variar seu armamento, recolhe um arco, com uma aljava bem servida de flechas e um dos machados. Armado até os dentes ele segue seu trajeto até a cadeia,cada passo friamente calculado,encontra um chafariz ,fortemente patrulhado, Riward,acima de tudo pretendia evitar embates, não por ser um só contra vários, pois não queria tirar vidas de subordinados de seus verdadeiros inimigos. Porém não teve escolha, dez lanças a ele foram apontadas, Ele se afasta,saca o arco e dispara contra os lanceiros, caiam um a um, no entando uns chegavam perto demais, não tinha jeito, Riward joga o arco longe, com uma mão puxa a lança, aproximando a cabeça do do militar do machado em seu punho, que a retalhava.Aos poucos chegava um arqueiro para prestar reforço, com a flecha apontada, Riward arremessaa seu pesado machado,que repousa enterrado no crânio do arqueiro.
O Cavaleiro Amaldiçoado não só era temido por sua grande força e sua habilidade com a espada,pois seria facilmente morto,desde que emboscado, como também era dotado de grande inteligência, ele planejava com rapidez e precisão, tanto as suas missões como cada espadada, conseguia adaptar sua tática com a a ocasião e usava (maestralmente) a força do inimigo, contra ele mesmo, e ,sobretudo,com infinita convicção e senso de justiça.
Todavia, algo escapou de suas ponderações: um menino em torno de seus doze anos presencia a cena e grita exaltado:-O Cavaleiro Amaldiçoado!Meu Herói! É de verdade! Riward não podia chamar atenção, tenta acalmar o menino:-Oi, o que faz aqui? O menino responde:Vim escondidos dos meus pais procurar o cavaleiro,sempre quis ver de perto meu ídolo das minhas brincadeiras...
Riward ergue o garoto e o interrompe:-Se quer andar comigo, vai ter que me ajudar e não grite fale só no meu ouvido. O menino,trêmulo, confirma com a cabeça, Riward ,carregando-o em um braço
pega a lança de um dos soldados e a usa para escalar um telhado e conversa, em certa segurança com o menino:-Seguinte, vou te dar uma missão de extrema importância, vou salvar uns amigos, mas eles pensam que sou um bandido, e não sou nada disso. O menino então retruca:-Ettão vamos descer e falar com eles. Riward corrige seu aprendiz:-Se me verem vão me machucar,se eu não machucar eles, e não quero nenhum dos dois, peço para que desça mesmo e mande um recado meu para eles, diz que ouviu o Cavaleiro amaldiçoado dizer que estará esperando eles no Palácio, onde conversaremos. Vou te descer daqui, não diga que tivemos essa conversa, só que estarei no palácio, por favor, se fizer isso será o meu herói,depois volte para casa. O menino aceita a missão incumbida, com ajuda de Riward, desce do telhado e se dirige a alguma patrulha nas proximidades.
Superando mais um contratempo ele salta entre os telhados, em direção ao presídio,com o caminho livre, já que os soldados ,à essa altura estariam todos no Palácio. Riward chega à prisão, que mantinha, do lado de fora,apenas dois vigias, um nem sequer viu por onde foi estocado e morto, o outro, ao pensar em reagir, sentia o peso do aço cruzar seu corpo. O espachim entrou na prisão, antes que reforços fossem chamados, deu cabo do carcereiro, tomando-lhe as chaves. Abriu a porta dos corredores e foi até a última cela, libertando todos os “bárbaros espadachins” Madelia, muito magra, recebe o filho adotivo com muita alegria,Agromir não aprova a atitude impulsiva do menino, mas não havia tempo para discussão, precisavam forçar uma fuga da cidade,de forma rápida, segura e discreta. Sendo que se tratava de um grupo de onze pessoas, sendo uma delas o maior inimigo público de Enuria.
Ao chegarem ao lado de fora, reforços acumulavam-se em frente à prisão, como as armas dos espadachins foram confiscadas, só Riward podia defendê-los, e como defendia.,sua espada não encontrava obstáculos para rasgar a carne inimiga. Entretanto, nada disso se fez valer: Treom mandou um grande batalhão cercá-los. Riward não se intimida e desafia os soldados que erguem lanças em frente a ele e os fugitivos. Riward desafia seu algoz:-Acha que vou parar de lutar só por causa de alguns inimigos a mais? Treom ironiza:-E se eles deixarem escapar as lanças nessas pessoas desarmadas? Riward,sentindo-se novamente ineficiente, protesta:-Treom, seu covarde, não vai conseguir dessa vez... Treom replica:-Como o destino é irônico, Riward, eu lembro de ti, moleque, lembro também desse macaco que te salvou, que eu mesmo enjaulei. Já perdi duas chances de te capturar, moleque, só que justamente ,dessa vez, eu venci.
Riward é algemado sem resistir,em defesa da vida de Agromir, Madelia,e dos outros valorosos espadachins,pela primeira vez na vida, ele se entrega. Todos os habitantes sobreviventes do vale dos espadachins foram recapturados. O plano de Riward era perfeito, o único erro era que Treom o reconheceria, e já sabia da rota dele, antes de chegar à prisão. De volta ao presídio, os prisioneiros foram recolocados em suas cela, já Riward foi levado por Treom a um porão secreto, dentro da prisão. A sala era escura, com uma única tocha, segurada por um dos militares,. Riward é posto sentado e algemado em um cadeira, no centro da sala. Minutos depois chegava,sem esquecer um pingo sua arrogância,Gojak. Riward fita-o com ódio, o mesmo ódio daquele dia na feira.
Gojak puxa outra cadeira e senta em frente a Riward, Treom se posta ao lado do seu patrão, então ele interroga o novo prisioneiro:-Pois é,emfim nos encontramos meu jovem Riward,não é?
O famoso menino maldição, segundo o falecido Torcor... Riward serra os dentes ao ouvir o nome
de sua vítima,estava louco para dizer o que aquele charlatão havia feito com a sua “querida noiva”. Gojak prosseguiu:-Soube que matou sessenta guardas sozinho,nada mal meu amigo... Treom completa:-E vi matar mais uns agora nesse atentado contra o presídio de Enuria. Gojak confirma
com a cabeça e indaga:-Não nega todas essas mortes? Riward vocifera:-Não nego, e todos que matei, foram em legítima defesa, minha ou de quem eu estava protegendo. Gojak sorri e prossegue:
-Nada mal,percebo um grande talento,aprecio muito. Tenho uma proposta para ti,amigo, como perdemos tantos soldados, em sua legítima defesa, precisamos repôr o efetivo, por isso te ofereço
um cargo de oficial nas minhas tropas, receberá o salário equivalente ao total da folha de pagamento dos homens mortos, é um homem bom, vale mais de cem, será um exército de um homem só, nem o Treom, meu guarda-costas mais habilidoso ganha tanto. Riward gargalha incessantemente, enrijece a musculatura , segue gargalhando e brada:-NUNCA! JAMAIS! Eu me nego com todas as forças
a ser teu capanga! Eu sou meu próprio senhor!Sou mais livre nessa sala escura, que sendo
seu cachorro lá fora! Treom irrita-se e ergue o braço para bater no prisioneiro. Gojak segura-o e incisivamente ordena:-Ninguém encosta nele. Gojak prossegue:-Por que não? É irrecusável! Riward
exaltado, brada mais uma vez:-Depois de tudo aquilo que fez com a minha aldeia e do abuso contra Eoriel e Sazania, sou teu eterno inimigo! Gojak, então,arrisca o blefe:-Se não aceitar, meu amigo Treom, vai levar eles pra tua casa, eles vão quererer brincar com a Sazania. Riward gargalha e dessa vez fala sussurrando:-Não sabe nem mentir, eles nem sequer estão na cidade. Gojak então pergunta a localização dos dois. Riward, infelizmente, não tinha certeza da informação que fornecera. Mas lembrou-se de um conselho que havia adquirido noite passada, ao ler um livro sobre Retórica,queindicava que em uma discussão, mesmo que se tenha incerteza, deve se enunciar a hipótese com segurança e desenvoltura, garantindo,aos ouvidos do interlocutor, sua verdade . Riward anucia:-Elesestão além de sua jurisdição, muito longe de seu poder, nunca vai capturá-los. Esperava, com todas as forças que a sentença fosse totalmente verdadeira, pois não teve notícia deles o dia todo.
Gojak chegar à conclusão que nada podia comprar aquele homem,nem coagí-lo. Treom se ofereceu para torcer alguns dedos, Gojak recusa, Então Gojak ordenou que tentassem vendar o prisioneiro, chegou um militar do escuro,por trás, com um pano na mão,Riward,apesar de algemado a uma cadeira, se prontifica a se defender, se joga de joelhos no chão e aplica uma cadeirada violenta no soldado. Treom, com seu machado tenta deter o guerreiro algemado, mas ele joga a cadeira para bloquear a arma, se libertando das algemas e da cadeira que se parte ao meio. Riward vira-se de frente a Gojak, em posição de luta desarmada desafia o Lorde. Ele ordena que o imobilizassem e o algemassem de novo,sem cortá-lo. Diz que já tem uma ideia para o Espadachim. Ordenou a saída da sala escura, que seria usada como cela para Riward. Levaram com eles a espada do guerreiro, Gojak e Treom haviam se impressionado com o peso e o fio da arma. Riward é mantido semanas preso, sem contato algum com o mundo exterior. Ele não sabia, mas Gojak queria garantir sua integridade física ao contrário de Agromir e os espadachins, que eram frequentemente chicoteados. Riward passava boa parte do tempo meditando,treinando e pensando,refletindo sobre si e o mundo. Seu pensamento predominante era o bem-estar de Sazania. Queria muito ,ao menos sentir o cheiro dela. Porém depois daquilo tudo, sua pena foi decretada, e passaria a se acostumar com o cheiro mais desagradável de todos:O do sangue inocente.
Gojak, em reunião secreta com Treom explica seu plano:-Treom, não sei se lembra do nosso campo de execução,ligado à,cadeia que o Torcor mandou desativar. Como ele morreu, tenho uma ideia de como recuperar nossa arrecadação. Colocaremos umas arquibancadas ao redor e abriremos para um ritual de duelos, onde as pessoas pagarão algumas moedas para presenciar as lutas. Será um culto religioso, de sacrifício aos deuses. E os lutadores serão os Espadachins. Treom se interessa pela ideia e pergunta:-Mas como vai convencer que é um culto sagrado? Gojak logo responde:-Já
pensei em tudo:A maioria vai aceitar, o povo adora ver sangue, isso é fato, até crianças já dizem sero “Guerreiro Amaldiçoado”em brincadeiras de espada. Fora isso, Torcor deixou no testamento dele que sou sucessor dele como Sumo-Representante dos Deuses na Terra. Treom questioma tal
frase, como fez a busca no templo e não encontrou testamento algum. Gojak sorri e tira um pergaminho do bolso e revela:-Nada como meses de treinamento de caligrafia,não ficou igual à assinatura do Torcor?
Naquela manhã Treom,com alguns capangas foram incumbidos da tarefa de recrutar mão de obra para a Arena,precisavam reformar a infra estrutura. Caminhavam pelas ruas a procura de operários,no caminho o general encontra um jovem rapaz caminhando e o intima:-Vem comigo, temos uma obra a fazer, em nome de Deus, o jovem questiona:-Como assm, estou indo ao trabalho.
Treom responde:-Isso mesmo, vai trabalhar na construção, amarrem-o! Trom seguia a caminhada encontrava dois vendedores em sua feira e os convocou:-Mujito bem, já chega seus caloreiros, a tenda de vocês fechou e vão pagar. O feirante protesta:-Nós pagamos tudo em dia senhor.....O cruel feitor replica: -Não pagaram os 30% de juros, chega de vadiagem, antes que tenha que chamar meus meninos. Assim, mais dois operários são amarrados,continuam a busca e passa uma camponesa loura,alta e bonita,Treom segura suas mãos e sussurra:-Hum, que mãos delicadas, ótimas para mexer em vigas... ela tenta gritas, mas é calada com a mão do agressor, que a amarra brutalmente assim como as outras vítimas. Próximo à taverna estava um senhor acoolizado, do qual Treom não perdoaria, gritando em seu ouvido:-Vamo trabalhar vagabundo. Com sua típica delicadeza, ele conduz o desocupado à sua tarefa.
Alguns minutos de depois já somavam-se algumas dezenas de pessoas, as necessárias para as obras e as conduziam à prisão onde fariam a construção,no caminho Treom se depara com um menino, aquele que lhe havia informado que Riward estaria no palácio, o que propiciou tempo suficiente para Riward libertar a todos,Ele segura o menino pelo braço e interroga:-Tua mãe não te ensinou que mentir é feio? Porque disse que o Cavaleiro estava no palácio?o menino balbucia sem dizer nada quando o brutamonte prossegue:-Sabia que quase não o pegamos a tempo? Vai ter que me responder umas perguntas! O menino protesta:-Ele é do bem! Treom o manda calar a boca o menino,ousadamente replica:-Ele vai te pegar!
Alguns dias depois, foram completadas as arquibancadas e infra-estrutura do público da Arena dos Gladiadores,a custo de muitas chibatadas. Como constava no “testamento”,que Torcor doaria seus bens para seu “sucessor” Gojak gasta-os para adaptar um campo de execução em um espetacular teatro a céu aberto. O Lorde propõe a organização de um torneio entre os prisioneiros. Ele abre todas os portões da cidade, já que todas as “ameaças” estavam presas. Em seguida ordena a distribuição de panfletos, com o fim de divulgar Enuria a fora, a inauguração da Arena. Como luta inaugural, em homenagem aos deuses de um lado, teríamos o “temível, o invencível,o insurreto,os ubversivo, o lendário, com seus noventa quilos de força bruta,O Guerreiro Amaldiçoado contra o cruel,sanguinário, com seus cento e dez quilos Espadachim da Barba Ruiva”. Assim constava o panfleto, com um desenho de ambos.
Para tanto, Riward deveria ser convencido a lutar, certo momento, ele, acorrentado a uma parede, foi visitado por Treom, Gojak e um outro visitante mirim.Gojak se aproxima do rosto do Amaldiçoado e sauda:-Olá Cavaleiro Amaldiçoado,tem gostado da hospitalidade de Enuria,boa essa moradia, tem comida e água à vontade,sem precisar trabalhar um segundo...só aqui. Riward se nega
a responder.Gojak prossegue:Porque está tão quieto,só porque viu esse menino, ele te é tão familiar? Riward se arrepende amargamente de ter posto a vida da criança em risco,mas se perguntava como eles descobriram... Gojak sentou em uma cadeira, Treom em outra, com o menino no colo, com uma faca ameaçadoramente em direção ao pescoço. Riward manifesta seu olhar enfurecido diante daquela cena de covardia. Gojak decreta:-Pois bem Riward,acabou a moleza, foi decretada sua liberdade,com uma condição,terá que vencer um torneio de espadas, na arena que estamos construindo,serão lutas até a morte diante de uma ampla platéia, se vencer será libertado. Riward ri, e cospe no rosto de Gojak.Gojak dá um sinal a Treom,que lentamente começa a raspar a faca no braço do menino que chora de dor. Riward diante disso se levanta e se debate,parecia possuído por forças demoniácas,mataria com as mãos nuas lá mesmo Gojak e Treom, se não fossem as algemas e as correntes, que na verdade não eram problema,pois estavam fixas uma imensa parede de pedra, e caso as correntes fossem rompidas,a parede poderia ceder,tamanha a insana ira do Cavaleiro que grunhias:FILHO DAP....... Treom retira a faca, Gojak completa:-Acho bom que aceite, seu futuro está morto,não vai poder salvar esse menino, pois a criança é o futuro e o futuro morre aqui,não há o que fazer, aceite a luta ou mais futuros expirarão. Riward acaba aceitando, na esperança de salvar o menino,e sabendo que será a única remota possibilidade de reverter a situação.Treom responde:-Para que não tenha dúvida não estamos blefando e como punição exemplar, o menino vai morrer. Depois disso já não conseguia mais pensar com clareza, preso, solitário, impotente, rancoroso e vingativo ele tenta pular em cima dos cruéis homens, mas cai de cara no chão, ao som de sádicas risadas. Riward ergue a cabeça e vocifera:-Eu também cumpro tudo que digo,e sei que qua ndo romperem essas algemas, seus dias estarão contados. Eles não levam a sério e se retiram. Apesar da tentativa de intimidação,que já teria feito qualquer mortal desistir, ele estava cada dia estava mais convicto que o futuro não morreu, e que ele pode construir um novo, um novo em que crianças como aquela não seriam torturadas nem mortas.
O fatídico dia havia chegado. Os espachins foram coagidos a aceitar tamanho abuso de lutarem entre si,e com alguns presos, em público a até morte, graças a chantagem de Treom, que ameaçou violentar Madelia diante de Agromir e matá-la durante o ato. Agromir quase rompeu as correntes que o prendiam à parede. Riward via a luta como forma de conquistar apoio dos moradores de Enuria , para que pudesse se libertar e justiçar seus inimigos. A arena estava lotada
nas mais diversas camadas oferescidas, conforme as classes sociais,o pórtico para os menos providos,as arquibancadas medianas para para quem tinha certa renda , o pódio para a elite, e como não podia faltar, a posição privilegiada, da Tribuna de Gojak, de onde ele iniciaria seu discurso:-Meus cidadão e minhas cidadãs, hoje, neste belo dia de sol presenciarão o mágico espetáculo, um duelo de titãs, dos bárbaros guerreiros espadachins dos vales distantes! Que derramarão seu sangue, na glória dos Deuses, para espantar o mal agouro!!!!!!! O povo aplaude o déspota. Apenas dois pares de mãos se negam a aplaudí-lo: Sazania e Eoriel, no meio da multidão.
Naquele momento, o Guerreiro Amaldiçoado era liberado por trás das grades para entrar na Arena, vestindo uma estranha armadura, que protegia apenas os ombros, os pulsos e os tornozelos, deixando a cabeça, o tórax e o abdomem completamente expostos. Riward ao ver os aplausos dos
espectadores reconhece o aplauso exaltado da jovem e bela Sazania, Riward ergue a espada e sorri para ela, tentando demonstrar um mínimo de segurança em sua situação extrema. O Espadachim da
Barba ruiva sai da arena, erguendo sua cimitarra para a platéia. Os dois eram amigos de infância, treinaram um ao lado do outro,agora eram forçados a lutar. Gojak ordena que se aproximem ao centro da arena, apertem as mãos, e se afastem dois passos para trás, ao final da contagem de cinco segundos, o duelo iniciaria. Gojak anunciava a contagem:”Cinco! Quatro! Três! Dois! Um! Tambores Rufavam, a platéia em coro urrava,até que o som que se ouvia naquele anfiteatro se resumia a uma única e intensa pancada metálica!A pancada vertical partiu da cimitarra do Barba Ruiva!Riward imediatamente bloqueou o golpe .Sem esperar mais um instante, o adversário já ataca novamente pela horizontal. Novamente, o Amaldiçoado defende, tentando vencer, sem ferir muito o companheiro, que atacava freneticamente. Assim, após o bloqueio, aplica um chute na tentativa de derrubar o adversário,todavia, o Barba ruiva não se abala com chute e atinge o rosto de Riward, com um golpe de raspão. A Arena aplaudia, o primeiro fio de sangue que era jogado ao ar. Gojak sorria vitorioso, do topo da Tribuna. Treom, seu fiel vassalo interroga, aos cochichos:-Meu Lorde, como aquele espadachim luta com tanto vigor contra um companheiro que o tentou salvar ? O Tirano justifica-se, tilintando as moedas em sua mão:-Se não podemos ter o melhor, que matemos ele, e para isso, basta motivação e uma boa justificativa. Enquanto isso o Barba Ruiva brada diante de Riward:- Seu traíra! Com sua tentativa ridícula de libertação nos forçou a essa luta!!! Nunca te peerdoarei pelo que passamos, nem se importou com tua mãe adotiva! Riward tenta argumentar em sua defesa, mas antes disso é forçado a defender mais uma estocada. Rapidamente, o Barba Ruiva aplica um golpe rápido no flanco esquerdo de Riward! O povo torcia para o Espadachim maior, e aparentemente mais rápido e forte. O Amaldiçoado não vê-escolha, é obrigado a cortar seu amigo, depois pensaria em como limpar seu nome ergue e espada e e desafia seu adversário, sem controlar-se. O aço se chocava agressivamente, as faíscas inflamavam a platéia. Em instante de vacilo do Barba Ruiva, Riward atinge com a espada, o ombro direito de seu oponente, arrebentando a ombreira,cortando a carne fraturando o osso,inutilizando completamente o braço.Os tambores rufavam mais intensamente com a reviravolta, O povo clamava pelo Espachim Amaldiçoado. O Barba Ruiva, enfurecido e em grave desvantagem, puxa a cimitarra com a mão esquerda e arrisca uma estocada com toda a força, jogando seu corpo com a espada, na esperança de atingir os órgão vitais de Riward, ele percebe a intenção inimiga,esquiva-se para o lado e coloca a espada, em diagonal para o chão,àquela altura não havia com o guerreiro desviar da armadilha que vinha a frente, mas tempo para desviar o braço e tentar atingir o oponente. Assim o faz, cravando a cimitarra no braço direito de Riward, no entando, é derrubado ao chão: Tal como Riward queria. O Amaldiçoado pisa sobre o braço esquerdo do camarada e pega a cimitarra dele, desarmando-o. Riward joga a cimitarra longe e aponta sua espada para a cabeça do inimigo no chão e vocifera: - ”Acabou a luta” Gojak, do alto da tribuna ordena que mate o derrotado. Riward recusa. Gojak ,então, usa de mais um de seus recursos:-Eles pagaram, no cartaz indicava até a morte. Não adiantava, ele não seria capaz de matar seu companheiro. Porém, a platéia,sanguinária, exigia a morte do adversário, uma morte visceral, parecida com a de Torcor. Riward olhava para as arquibancadas, multidões exigindo o absurdo, no meio daquilo tudo, Sazania chorada e fechava os olhos, Eoriel virou as costas para a Arena, não suportariam ver seu hóspede fazer aquilo.
Riward então retira a espada cabeça de seu parceiro e dá as costas a ele. Guardando a espada na bainha. Alguns aplaudem a atitude do Amaldiçoado,porém a maioria abafa as palmas, com vaias. Gojak, em seguida faz um sinal com a mão, de um ponto estratégico, dois arqueiros disparam uma flecha em cada peito do derrotado,matando, antes que Riward percebesse que seu companheiro fora condenado . O Lorde com seu florete na mão declara Riward o vencedor.
O evento rendeu milhares de moedas de ouro tanto em ingressos, como em cerveja e pão, e biscoitos, vendidos nas arquibancadas. Tanto ouro, muito além do que Torcor arrancava dos dízimos, porém Gojak, para a evitar a cena da luta inaugural, fez modificações nas chaves do torneio, para evitar confrontos diretos entre os Espachins, no início da competição. Durante as próximas duas semanas as lutas continuariam. Ele organizou para que cada espadachim enfrentasse um prisioneiro da cadeia. Em reunião secreta, ordena a Treom que buscasse uma encomenda no boticário. Riward, vencedor do primeiro duelo, passou a semana com humor de derrotado, a perda do companheiro lhe pesava muito. Viera para salvar seus camaradas, não cortá-los. Nas poucas vezes que passou por Agromir,não trocaram uma palavra, mas o mestre não fazia nem expressão de
aprovação, nem de repreensão por suas atitudes. As lutas da primeira faze do campeonato começavam, dos dez Espadachins participantes, sete venceram. Agromir,com sua espada longa ,venceu facilmente seu adversário. Só restavam a última luta da fase que sereia entre Riward e um assassino em série, o pior bandido já preso em Enuria. Só era menos cruel que Gojak e Treom, seu título era “Morte Certa”,pesava apenas cinquenta e nove quilogramas, que usava com arma, simplesmente duas espadas curtas. Diferentemente dos espadachins, não era um guerreiro de força bruta, era de agilidade e sagacidade. Naquela luta era um desafio entre os dois assassinos mais procurados de Enuria.
Ambos estavam postos frente a frente. Riward encarava o seu oponente, já nota pela postura que seria uma luta diferente,olha para a torcida, que já estava bem dividida entre qual lutador apoiava,viu desta vez Sazania sorrir para ele, aquele sorriso passou a ser a diferença para que pudesse chamar toda sua força em combate. Mal a contagem esgotou que o “Morte Certa” avançou sobre Riward, de forma extremamente ameaçadora, suas espada curta quase encosta a carótida do Amaldiçoado,que se salvou graças um bloqueio forte e incisivo . Morte Certa dá uma estocada, que Riward, rapidamente defende, assim com, a outra mão, apunhala o flanco direito do Espadachim, tenta contra-atacar, mas o oponente esquiva rapidamente,correndo em torno da arena. Riward aguarda pacientemente no centro com a espada erguida Riward percebia que o adversário era traiçoeiro e rápido, porém não era forte, muito franzino por sinal, logo Riward teria que aliar seus músculos à sua inteligência. Enquanto ponderava uma tática, o “Morte certa”, valendo-se de sua rapidez, se aproxima por trás e estoca Riward pelas costas, ele gira o corpo, com a espada na mão. O bandido se afasta, porém recebe um corte de raspão no ombro, retomando sua corrida, para arquitetar uma oportunidade de atacar o Espadachim desprevenido. Riward então acompanho inimigo com os olhos, depois dá uma volta de 180 graus.O renegado, encontra a oportunidade ideal, de cravar as duas lâminas em Riward, corria com gana de vencer, mas novamente, Riward dá a volta de 180 graus com a espada erguida, assim, ele golpeia “Morte Certa” em cheio. Como Riward previu, um golpe era o bastante, se atingisse na hora certa. O Amaldiçoado é aclamado pelo público, que acaba, sem querer, matando seu oponente,apesar da fama de ladrão e assassino covarde, não tinha nada contra o seu adversário. Riward definitivamente superou a morte certa. Do lado de fora Eoriel e Sazania estavam com a cabeça prêmio,as forças militares de Treom identificam ambos, e acabam capturando Eoriel, que conseguiu ganhar tempo, para Sazania escapar .Eoriel foi condenado à morte por “dívida”, atentado incendiário,cumplicidades com “Espadachim Amaldiçoado” nas várias mortes, inclusive a de Torcor, de deserção em estado de sítio, além do grande crime contra o ego de Gojak: A perda do casamento.
Emfim, depois de exaustantes lutas, muito dinheiro para os cofres de Gojak, iniciava segunda fase, onde os “sobreviventes” duelavam com o vencedor da chave mais próxima. O próximo duelo seria entre Agromir e Riward. Ironicamente,antes daquele duelo os sonhos da vida comunitária de Riward morreram. Os Panfletos Anunciavam o “Cavaleiro Maldito” contra o “Macho Alfa”, desvirtuando completamente o sentido de liderança entre os Espachins. Riward não poderia lutar até a morte contra seu tutor Agromir.... precisava de um plano para acabar com a Arena.
A condição que exige a luta é o mantimento de Madelia como refém de Treom.ela fica dentro da cela durante os duelos, sozinha, enquanto Treom fica ao lado de Gojak, na tribuna. Ao refletir sobre isso Riward arquiteta seu plano, com objetivo de libertar todos os espadachins e todos os bandidos envolvidos nas lutas de gladiadores. Riward sabia do risco de deixarem livres bandidos na sociedade, só nenhum era pior que o Governante e seu Guarda-Costas. Com a morte de alguns Espadachins, os carcereiros resolveram colocar Riward na cela deles,na tentativa de aumentar a tensão entre os lutadores, pelo contrário,pois Riward combina com Agromir um plano para salvar todos. Juntou uma faca e um pano velho, iria se comunicar com os presos da outra cela,no entanto de forema discreta,sem que guardas ouvissem nada,mandando o pano com um recado a eles,na esperança que soubessem ler, a tinta usada para escrever, nada mais, nada menos, que seu próprio sangue,fez um pequeno corte no dedo, nada que fosse acabar com sua vida, a fim de extrair sangue para registrar no pano uma mensagem:Gostariam de sair daqui?Temos um plano. Os prisioneiros d recebem a mensagem pelo fino vão da parede que dividia a celas. De fato, os presidiários aceitaram a proposto, e assim se sucederam mais algumas menasagens dessa vez escritas com riscos de uma pedra de carvão fornecida por um dos presos. O dia havia chegado, seria o grande duelo do Torneio.
CAPÍTULO V:Liberdade ou Morte
Mal eles sabiam da surpresa que os aguardava anteriormente ao duelo:Fariam no centro da Arena um ritual de extrema crueldade: a “Purificação” de um criminoso,nas chamas ardentes. O criminoso acusado não era ninguém menos que Eoriel. Gojak discursava: Senhoras e Senhor nessa tarde, antes do grande duelo, faremos um ato sagrado,purificaremos na nossa pira, uma alma criminosa, que se passava por pai de família, mas não assumia suas dívidas, incendiou um festival popular e foi cúmplice de um bandido,Treom, aqui embaixo fará as honras da cerimônia,de libertar uma alma dessa vida impura e criminosa que levou!
A platéia ovacionava o déspota com seu discurso,se diriga ao centro da arena o carrasco Treom e sua vítima,Eoriel,que apresentava algumas marcas que denunciavam a maneira que foi tratado nos poucos dias de cativeiro,chocando a todos os presentes,Treom lhe pergunta:-Qual o seu último desejo? Eoriel, diante da multidão discursa:-Cidadãos e Cidadãs, escutem! O poder está em suas mãos!E ninguém poderá se apropriar desse poder sem o consentimento de vocês,sem plena confiança!Ninguém tem o direito de impor trabalhos forçados,cobrar esses impostos abusivos, vender alimentos tão caros,falsificar documentos públicos e tortu....A voz do ancião se esvaia nas chamas, onde foi jogado furiosamente por Treom,enquanto era enunciada a verdade,aclamada pelo público. Sazania presenciou resignada e de olhos fechados,nada podia ela fazer.
Riward não consegue assistir tamanha barbaridade armada para tentar matar um homem, que de certa forma era o que os Espadachins sofriam. Riward e Agromir subiram a Arena, eram os mais aclamados guerreiros, segundo a platéia, de todos os lados ouvia-se:-Macho Alfa! Macho Alfa” ou
-Guerreiro Assombrado”!Guerreiro Assombrado”! Riward não encontra Sazania entre a torcida, pois ela veio disfarçada, com uma manta, tapando o rosto, porém Riward, ao ver a simetria e a receptividade do sorriso dela,reconhece -a.
Riward e Agromir apertam as mãos antes de iniciarem o duelo, que todos assistiam. Gojak, orgulhosamente, ansioso para ver derramamento de sangue entre tutor e pupilo, conta até cinco
e o embate se inicia, estranhamente, por iniciativa de Riward, que chega avançando com bastante força, sobre o velho mestre, que rapidamente abre o caminho para o contra ataque. Riward
bloqueia, mas deixa uma distância muito curta, permitindo que a espada menor de Agromir possa atacar , enquanto a espada grande e forte de Riward, nada podia fazer. Agromir atinge Riward e sussura:-Lute direito, não envergonhe a tribo! Riward se afasta e procura um flanco, em seguida atinge Agromir. A platéia vai à loucura, Sazania temia que um matasse o outro .Continuaram por muito tempo se digladiando, o fato é que ambo eram ótimos Espadachins. Agromir parecia estar se saindo melhor apresar de acuado no canto da arena, próximo às portas de entrada para os gladiadores, trancadas,por grades de madeira. Gojak passa a desconfiar da posição dos guerreiro, pede mais ação. Riward, imediatamente aceita, se jogando, com um forte investida com força total sobre Agromir, que bloqueia com a espada, porém tamanha colisão os dois, com os seus corpos quebraram as grades e conseguem libertar, todos os gladiadores e Madelia, conforme o plano. Riward e Agromir comemoravam a vitória prematura, que agora só restava escapar, no entanto as arquibancadas e a arena foram todas por tropas de Treom, sobretudo,arqueiros,que não permitiriam a subida da Arena e a libertação. Assim, o Amaldiçoado ordena para ficarem ,próximos, dentro da cela e acumulados na entrada, sem fazer barulho. Os arqueiros, enquanto se aproximava, eram pegos e morto ali no corredor mesmo, sem ver quem os havia atacado.
Logo após todos os dezesseis gladiadores, junto com Madelia abandonam o corredor e erguem as espadas no Centro da Arena, Agromir brada:-Ninguém vai nos tirar nossa liberdade, hoje sairemos daqui livres e dignos, em nome das nossa honra! Gritos de guerra preenchiam o ar. Riward inflamava o coração de todos:-Liberdade ou Morte! Os Espachins insurretos unidos rapidamente sobrepunham as mais numerosas “tropas oficiais”, já haviam subido as arquibancadas, não faltaria muito para abandonarem a Cadeia. Gojak, diante de tamanha rebeldia, ordena Treom que mandasse todos homens necessário para conter a fuga. Nenhum deles podia com eles,além de que os torcedores aderiram à causa gladiadora, principalmente depois do fato com Eoriel. O povo batia nas tropas com pás e pedras. Riward, no caminho encontra Sazania, quem ele protege a todo custo. A missão de fuga já havia ultrapassado o estádio, precisaria cruzar a rua de saída da cidade, para assegurar seu total sucesso. Treom, com os melhores homens, foram contidos por dois espadachins, que, segundo lendas, foram ambos mortos por Treom sozinho.
A maior concentração de resistência estava na Arena, por isso a saída, para cada fugitivo, na rua foi menos custosa, mas para o grupo, no todo, tiveram que passar por mais soldados. Enquanto quase cruzavam os portões Treom, a cavalo tentava alcançar os principais líderes da rebelião. Já do lado de fora, muitos já estavam fora de perigo. Porém, a luta não parava, eram espadachins, bandidos, civis, todos combatendo os militares.
No meio do confronto, Treom passa rapidamente por Riward e seqüestra Sazania, usando-a como escudo humano para negociar um retorno para a Arena. Riward não podia arriscar aquela vida inocente, nem se render, depois de toda aquela batalha, ele ofereceria a si mesmo como refém no lugar dela. Não esperava Riward, que ele sua salvação estava garantida. Agromir, não muito longe dali, ouviu a chantagem de Treom então corre até onde ele estava e o empurra do cavalo, derrubando Sazania junto, que cai no colo de Riward, enquanto Agromir degolava seu eterno rival, Treom. Riward agradesce:-Muito obrigado ,mestre Agromir, segunda vez que salva de Treom. Agromir então replica:-Garanto que última meu garot... Surge uma flecha certeira , no peito de Agromir, que cai direto ao chão.
domingo, 27 de setembro de 2009
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